Os sonhos e os pesadelos na educação
Nós trabalhadores da Educação, tivemos ainda no final do século XX, muitos sonhos, participamos de muitas jornadas, de muitos estudos, organizamos as instalações das luzes para ver brilhar a Lei de diretrizes e Bases da Educação -LDB. Unimos setores democráticos e estabelecemos conciliações abertas, com um conjunto de proposições que consubstanciaram as politicas educacionais e que desejamos ve-las implementadas.
Vimos os setores hegemônicos no seio do governo, urdindo através de mecanismos escusos e autoritários com um projeto de LDB com viés de autoritarismo trazer o foco com uma ideologia neoliberal propalada pelo Banco Mundial. E neste momento tenta-se tornar hegemónica numa visão de que só há um caminho a ser trilhado, o que leva ao sistema do processo globalizado, ou sejas há poucas famílias mandando no mundo. e são elas que financiam e detém os poderes capitalistas neoliberais, e desejam que todos os outros países que antes eram chamados de terceiro mundo agora em desenvolvimento pudessem reproduzir a estrutura vigente acentuando socialmente a desigualdade, a injusta distribuição de renda, a aint-cidadania, sem questionar a necessidade de transformar.
Portanto professores, trabalhadores e demais agregados aos sonhos plantados em fins do Século XX, é hora até de confrontar os projetos. e posso afirmar que há antagonismos educacionais nas suas estruturas e nas suas funções.
Se ficarmos restritos aos princípios e ideais de liberdade, igualdade e solidariedade humana proclamados em ambos projetos constata-se certas semelhanças, porém ao analisar o contexto de elaboração da própria legislação, assim como as metas e prioridades do governo, vemos que há diferenças de ações politicas. O Projeto da Câmara define além desses princípios e ideias, os de democracia, justiça social e felicidade humana e do trabalho como fonte de riqueza, dignidade e bem estar universais Estes complementam e condicionam aqueles.
Subjazem a esses projetos visões distintas de ser humanos, de sociedade de democracia entre outras. Assim, ao retirar do projeto original a concepção de educação enquanto instrumento de transformação social, a LDB e a legislação que a completa concebem a educação como instrumento de manutenção do status quo.
E ao invés de conceber o ser humano como ser critico, ativo construtor de sua própria história e da sociedade em que vive concebe-se um ser a-histórico, passivo e individualista. Ao vincular enfaticamente educação e prerrogativas mercadológicas globalizantes, pretende-se um individuo consumidor, competitivo e voltado apenas para às necessidades do mercado rejeitando a educação enquanto instrumento de emancipação do ser humana e desenvolvimento da sociedade.
E nisto temos duas lógica em contraposição uma da exclusão, apontando para o neo-darwinismo social em que prevalecem os privilégios e mais aptos e o outro o da inclusão, buscando contemplar amplos e distintos segmentos sociais historicamente excluídos, como crianças pobres, jovens e adultos trabalhadores, pessoas com graus diferentes de eficiência física e psíquicas e grupos tidos como minoritários.
E neste quadro vemos na área educacional as características neoliberais. Em que há um ideário hoje de anticomunismo, embora o Brasil nunca tenha sido comunista, onde o Partido comunista nunca tenha chegado ao Poder ou dirigido o país, o anti-gualitarísmo, o antidemocrático e contra a soberania nacional e hoje em peno século XX você assiste um presidente brasileiro beijar os pés do presidente estadunidense, querendo até parece demostrar afetividade sexual oral, pelo governante dos Estados Unidos e evocado em primeira instancia para debelar a hiperinflação causada pela própria elite. Afinal quem tens os meios de produção é a classe trabalhadora ? Verás que não portanto são os empresários que arrocham os salários e aumentam os preços das coisas com total aprovação desta vaca de presépio chamada governo essa coisa horrorosa plantado nos poderes executivo e legislativo. E que defendem com pleno vigor a liberdade do mercado, razão pela qual entende qualquer intervenção do Estado como ameaça letal as liberdades econômicas e politicas. E considera assim a desigualdade como um valor saudável pois esta geraria uma concorrência, pretensamente necessária ao desenvolvimento. E instaura uma taxa como natural de desemprego, como forma de alimentar a competição entre aspas salutar do sistema capitalista. Assim como combate os movimentos sociais e os sindicatos, pois ambos são concebidos como forças parasitárias e perigosas. Dai vem os papos de reformas e pleiteiam reformas trabalhistas e no Brasil fizeram e desgraçaram os brasileiros com seus direitos, fizeram a reforma previdenciárias e caçaram o direito aos seguros sociais, hoje vemos no Estado de São Paulo a cobrança de previdência de aposentados num desrespeito crescente descabidos e generalizados e muitos deputados canalhas tentando explicar o inexplicável.
A estratégia neoliberal é multifacetada sendo empregada quotidianamente, através de mecanismos que forjam a politica manipulando afetos e sentimentos prioriza a publicidade falaciosa dispensando qualquer argumento conivente, busca construir o consenso segundo o qual os direitos sociais que conduzem a cidadania não são garantidos devido a estrutura do Estado e ao desperdícios e ineficiência de seus quadros corporativos.
E a ideia que não é nova, e nós já vimos apontando isto desde as ultimas décadas do século XX o Estado quer privatizar tudo, estabelecer o Estado mínimo, hoje o governante dizem não ser politico mas gestor e gesta a ineficiência e gesta a monstruosidade de governo que estamos vivendo e tens a ideia provindas dos técnicos que esse é o caminho para estar num mundo globalizados, de forma de capacho do imperialismo, tendo e mantendo uma população passiva, despolitizada com indigência social compulsória enfim atendendo o BNCC. E o resto é todo mundo indo a merda. E um abraço.
professor, cronista, poeta
São José do Rio Preto-SP

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