Crônica - Os 45 anos de Independência da República de Angola - Manoel Messias Pereira

 



Os  45 anos de Independência da República de Angola


O dia 11 de novembro de 1975 marca a Proclamação da Independência de Angola pelo médico Dr. Agostinho Neto em Luanda, membro do Movimento Popular  de Libertação de Angola-MPLA,  consta que ele fez a seguinte declaração "diante de África e do mundo proclamo a Independência de Angola".E assim estava proclamada A República Popular de Angola. E neste mesmo dia a história registra que em Huambo antiga Nova Lisboa,  Jonas Savimbi, lider da União de Independencia Total de Angola - Unita,  também proclamava a Independência de da República Democrática de Angola.

Porém a luta pela Independência de Angola foi muito violento com massacre por parte dos portugueses de milhares de africanos nas esteiras das primeiras ações de protestos de 1961. E várias organizações dão inicio a uma revolta contra os portugueses e podemos citar três movimentos a FNLA, o MPLA, e a Unita. A FNLA e Unita  eram correntes moderadas e pro-Ocidentais de base étnica do norte (bakongo e do sul lunda, ambó, e nganguela), portanto eram grupos que tinham apoio dos capitalistas, que neocolonizaram os angolanos com o imperialismo português, capital ingles e francês uma vez que essa nação também pertenceu ao chamado mapa cor de rosa e agora estabeleciam um papel de liberdade porém com um controle social, o salário baixo, e uma eterna dependência externa. E o MPLA, com uma tendência marxista de base urbana e interética, com a predomiância dos quimbundos e ovimbundos, da região central e litorânea.

Porém com a Revolução dos Cravos em Portugal em abril de 1974, temos uma tensão que levou Angola a uma guerra civil entre os três movimentos e com apoio externo de cada um deles. E assim A Frente Nacional de Libertação de Angola -FNLA foi derrotada no norte com a ajuda dos cubana, O MPLA inspirada no marxismo e a Unita com apoio da África do Sul do Apartheid, estados Unidos e da Inglaterra. E assim passamos a ter uma guerra civil dentro do país mesmo depois da Independência. E aguerra só foi encerrada com a morte de Jonas Savimbi em 2002.

A desde 1975 o governo manteve uma orientação marxista -leninista. Porém com as tais modernidades eo neo-liberalismo em voga em todos os paises em desenvolvimento ou do antigo terceiro mundo dos anos oitenta acompanhando as ideias da perestroika que foi uma ocidentalização da antiga URSS, o pensar marxista desaparece e surge reassume o capitalismo, com as tais reformas, que retira direitos dos trbalhadores, que privatiza tudo, que valoriza o setor privado, que estabelece uma confusão entre o que é público e o que é privado, onde surge as brechas de lucros as familias dos governantes que demoram a siar do poder e conseguem ficar com valores indevidos do povo como se fosse público e que alguns dizem ser de corrupção. E passamos a entender que no mundo capitalista, isto á algo cristalizado, a corrupção é inerente ao sistema.

Porém lendo e observando o que dise na radio e na televisão conforme o livro "Razões da presença de Portugal no ultramar" vamos de para com um texto de 26 de junho de 1973, portanto no Portugal salazarista, de extrema direita, ha um texto que os portugueses exclamam "Que ventos de loucura passa sobre o mundo" E neste texto eles escevem "abrem-se precedentes terriveis! Porque daqui a pouco, com a mesma lógica, outros movimentos terroristasserão admitidos, e esses organismos, em vez de serem instrumentos de cooperação entre Nações, serão grande dinamos da subversão contra paz e a ordem internacional."

É neste momento vemos o discurso de extrema direita acreditando ou propagando que as lutas de libertaçõ eram ações de terroristas e que quebravam a ordem internacional. É como olhar a bandeira Nacional brasileira e observar o a frase do francês positivista August Comte. Ou seja há uma ordem estabelecida que fez a cantora Madona ao visiitar o Brasil pela primeira vez  a sorrir de nós. que ordem é essa esqueceram dos conflitos sociais?, dos esquecidos nas favelas? Das casas de madeiras e plasticos? Dos bolsões de miséria?, Do povo que mora na rua, que passa fome? Dos trabalhadores sem terra morrendo na ponta de fuzil de fazendeiro? Que ordem é essa? que na verdade vemos  é um desrespeito e uma falta de pudor de quem governa que usa apenas de forma cristalizada a desgraça como se algo natural e que a  fosse assim a vida. Mas sabemos que é uma lógica do capitalismo. É a direita e a extrema direita tem esse discurso.

Porém é interessante falar da guerra fraticida que foi desencadeada pela Unita, segundo o ex-presidente José Eduardo dos Santos, obrigou os angolanos a pagar um preço de mais de 3 milhões de desloucados 1 milhão de feridos e trezentos mil mortos e ele disse isto quando a independencia completava seus vinte anos, e num discurso disse "neste vinte anos várias pessoas nasceram livres da tutela colonial, que aproximadamente quinhentos anos Angola se sumeteu a isso. e que ainda está por escrever com rigor e profundidade a história do processo que nos conduziu a libertação. na gênese e evolução desse processo vamos encontrar algumas das causas que explicam grnde parte dos problemas com que nos confrantamos hoje porque a independencia total que propusemos tem seu preço. É um caminho dificil, mas de grande honra pela qual trilhamos com muto sacrificio de pessoas anônimas que foram guerrilheiras, os combatentes clandestinos, os presos políticos e os dirigentes políticos entre os quais destacamos a figura de Agostinho Neto, cujo o papel e o feito na história são pontos de referencia de nossa história que não podem ser esquecido sem disvirtu-la."

Mas nem sempre tudo é flores, em 11 de novembro 1997, no dia  da Independencia, um soldado zambiano no um capacete azul da ONU chamado Warner Chinder, membro da força de paz, foi espancado po oito integrante da UNITA na provincia de Kuando-Kubango. O que levou o porta-voz de observação da ONU, David Wimhurst, lembro que o soldado estava desarmado e que essa volência era inaceitável. Dizendo que a ONU estava em Angola para ajudar no processo de Paz e fez crítica a Unita. E os capacetes azuis ficaram no País conforme Kofi Annan atualmente já (falecido), ficaram no país até janeiro de 1998.

Hoje vemos um texto de Dulce Neto que faz uma simples crítica ao atual presidente "Sem recuperar a economia João Lourenço equilibra-se num arame fino sobre Angola em crise, entre a contestação social. Neste momento h´divisão na surdina no MPLA." Porém já não sabemos qual é a nova ideologia proposta pelo Partido. Porém neste dia de Independência de Angola quero apenas refletir na figura de Agostinho Neto, o herói Nacional que num poema intitulado "Confiança" escreveu no primeiro versos "O oceano separou-me de mim/ enquanto me fui esquecendo nos séculos/e eis -me presente/ reunindo mim o espaço/condensando o tempo." E no último verso "as minhas mão colocaram pedras/nos alicerces do mundo/mereço o meu pedaço de pão." Que a paz seja o caminho seguro  para construir essa grande nação. Um abraço fraterno a todos angolanos.


Manoel Messias Pereira

professor e cronista

São José do Rio Preto-SP.





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