Crônica - A Educação numa democracia questionada - Manoel Messias Pereira

 


A Educação numa democracia questionada

Eu geralmente me encanto com a vida educativa , participativa, democrática. E um dia lendo John Dewey ele dizia que a educação é um processo inacabado. Portanto é um processo continuo , entendo. E a educação precisa sempre cumprir uma função social, cujo os objetivos são sempre os objetivos da sociedade. E nisto é que me bato, qual a sociedade dizia John Dewey,  quando se tens um mundo plural, quando se tem um mundo dividido, quando se encontra as diferenças sociais. É essa discussão que ele jamais enfrentaria assim como os especialistas governamentais. Um outro ponto chave dizem que a educação deve ser uma ação politica. E que concordo plenamente, principalmente quando pergunto-me educar para que, para quem e com quem. E essa educação precisa estar sempre voltada para o processo democrático.

E assim questiono todas as democracias que expõe-se na imprensa, na universidade e nos palcos políticos, pois uma democracia verdadeira não coincide com desigualdade. Portanto de principio num capitalismo a democracia burguesa como apresenta-se precisa ainda caminhar muito no principio da compreensão e do respeito. Portanto é uma democracia de mentira.

E a função de uma escola é estar sempre lançando semente neste processo. Portanto uma escola ditatorial, do mando e comando, não existe democracia, uma escola sem partido como alguns dizem não seve a democracia. Portanto a discussão sai do centro da escola para discutir o governo e a sociedade, que no atual contexto nada tem de democrático.

Existe a ideia de modelar a democracia e para isto seria importante criar o ambiente para isto. Mas é preciso implementar um pensar revolucionário democrático acima de tudo. E para tanto entendo que isto precisa ser realizado com o máximo rigor do respeito as todas as ideias, falas e mediações e compreensões jamais de podas destas modelagens.

E esse modelo deveria gerir todos os ambientes uma vez que a escola é um ponto de equilíbrio de todas as contradições sociais, que é o centro de ampliar todos os nossos conhecimentos, e necessariamente precisa servir de inspiração para todas as abordagens sejam elas, psicológica, historiográficas, sociológica, cientificas e com isto fazer parte dos costumes de uma sociedade em que o diálogo seja sempre balizador.

Quando essas discussões ou conversas ao pé das múltiplas questões de uma sociedade que necessita urgente de uma recomendação pratica, ai sim podemos discutir todas as ideologias num único centro, mas diante de todas as múltiplas e diferentes visões, mantendo sempre o respeito e a cientificismo com o teor do quotidiano da vida.

Essa sociedade em que discutimos hoje a escola em tempo de pandemia, discutimos se voltamos ou não a escola presencial, se contaminamos ao não o nosso próprio com COVID-19?, quantas pessoas vão morrer?, quantas vão viver?, quantos alunos vão conseguir viver?, e quantos alunos vão conseguir sobreviver, e quantos Quanto são os professores prontos para voltar e quantos os professores que não poderão voltar? Quais as orientações do Estado? Elas estão alicerçadas no contexto sanitários e científicos, e os professores que  tens contratações diferenciadas como no Estado de São Paulo, que tens aqueles que são concursados, que tens aqueles que são estáveis e aqueles que são categorias 8, e aqueles que são categorias f, como sabemos muitos nem estão recebendo quais s~~ao as garantias que o Estado oferecem em termos salariais e financeiros em termos de direitos que o quadro de magistérios exigem estão agora com quais orientações? E aos alunos quais são as garantias deles estarem juntos diante da doença? E essas são algumas das discussões que a sociedade pode oferecer no seu contexto da educação.

Uma outra grande estupidez que vi nestes tempo fui um  grupo pedindo o fim da democracia. Neste caso eles já dizia que desejavam a ditadura. Essa discussão tão idiota, tão rasteira mostra necessariamente, que não houve um discussão apurada entre todos os processo de democracia. Pois sei a ignorância e anti-ciência, todas essa bobagens destes grupos de vagabundos que chegaram a presidência não passaram por uma escola e se passaram são escolas de ignorância de falta de respeito e isto é anti democracia. A educação não combina com a morte do seu próximo por ser negro ou indígena, não combinam com o fim do meio ambiente e com o fogo na floresta, com excesso de assassinato por parte do Estado na periferia, não combina com a violência contra a mulher, não combina com o estupro pois isto para mim é estágio pratico de fascismo. Credo e no Brasil é uma realidade.

E se o processo educacional, não for aquele que promova a transformação a discussão democrática usando atualmente o seu didatismo e pedagogia de um pleno ensino e não for necessariamente  hábil para essa discussão eu diria que a educação que temos está muito longe de ser democrática. Pois   resolver os problemas que advém da vida, é preciso pensar coletivamente. E quanto a democracia formal desculpe-me é frágil, é corrupta, é medíocre.   E é necessário refletir sempre e, sem mais para um momento abraços.


Manoel Messias Pereira

professor

São José do Rio Preto- SP

professor e cronista

São José do Rio Preto- SP. Brasil



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