Entre a ética e a etiqueta
Estou aqui, olhando os meus netos. Vendo como sorriem. E sinto seus sorrisos quase espontâneos e de forma fácil.
Eu estou sentido como brincam, como correm, e se entregam as brincadeiras. Numa ternura que é própria da infância.
Eu estou aqui, olhando os pequenos que correm sob esse azul infinito do céu. Onde há tantos olhos buscando um Deus. Onde há tantos olhos piedosos, querendo uma bença. E quem sabe pedindo uma proteção as crianças e as suas famílias.
Os seres humanos são pessoas que resistem ao tempo, ao sofrimento, as causas tristes, as mágoas.E muitas vezes eles buscam uma ressurreição, uma transformação, um milagre. E creem que os milagres vem do céu.
Eu ainda penso na felicidade, embora saiba que ela é apenas um slogan, uma forma de tratar a tristeza a solidão. Não para acalmar, não para acabar, mas para amenizar.
A vida em que construímos sonhos, para não enlouquecer com a realidade. Sonhos que parece fantasias, mas são gerados acreditando na mais pura realidade. A nossa existência humana.
Uma existência feita de flores, frutos e raízes. Eu creio que meus filhos são os benditos frutos originários do pecado original. Os meus netos são os benditos frutos de meus filhos e a flor querida desta raízes, que sou eu, um avô aquele que está bem próximo dos ancestrais da família. esses ancestrais que continuam seres da casa, pois na minha casa existem as pessoas físicas e aquelas em estágios espirituais. Isto não é religião que estou falando, mas a antropologia de uma família.
Essas crianças vão um dia crescer ter toda a responsabilidade de conduzir para outras gerações aquilo que aprendeu em família. Como o respeito aos mais velhos, como respeito as mulheres as criança. A ética da existência. Além das etiquetas sociais já estabelecida por uma sociedade constituída.
É preciso além destes respeito traçado no seio do lar, também passarmos a ser ético com o nosso próximo. Com a construção de nossas relações sociais. E esse é o caminho da educação que iniciamos em casa.
Sei que as brincadeiras das crianças terão outros sentidos outros ares, e serão substituídos pelo respeito coletivo, pela busca da responsabilidade.
Os atuais seres humanos que buscam Deus no Céu. Preciso entender que toda a crença nasceu de uma necessidade de um medo inerente dos que não entendem todos os fenômenos naturais ou sobrenaturais que atuam em nossas vidas. Ah, quanto a religião Karl Marx dizia que ela é somente o ópio do povo.
Em relação aos sofrimentos materiais ou espirituais, são frutos da frustrações quotidianas, de uma leitura da realidade onde a tal felicidade, parece que ganhou o espaço e voo, para além do nosso convívio ou entendimento da nossa física presença.
Temos que entender que é preciso amparar o próximo, é preciso respeitar e preciso ter éticas. E nunca perder as etiquetas sociais que possibilitar a convivência harmoniosa, ou não de nossa existência. Somos parte de uma unidade. embora dividido social em classes, em categorias em divisões, inoperantes. Justa para manter o desiquilíbrio, a fome, a desigualdade, a violência e todo o status quos de quem tens o poder político-econômico e continuam à governar por muito tempo. Se não atentarmos para um processo de vigilância e revolução.
Manoel Messias Pereira
professor de história, poeta
São José do Rio Preto-SP.

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