O terror da direita sobre os trabalhadores
Os caminhos que todos nós trilhamos na vida, leva-nos a determinadas experiências e essas ficam como tatuagem na nossa alma, na nossa forma de pensar, de agir.E quando tratamos de falar de educação,três coisas vem a nossa mente, a nossa casa e a educação familiar, a nossa escola e as informações promovidas formalmente com base teórica num conjunto de valores, organizada por uma equipe, que para por em prática conta com educadores, educando as famílias, funcionários da unidade que são apoiadores e gestores. Todos são educadores. e por fim a nossa instituição religiosa. E essa forma trialógica ou melhor focado nas atividades da escola, da igreja e da instituição familiar, merecem sem sombra de duvida as nossas críticas. Pois a família, a Igreja e a escola que temos não são modelos pronto e acabados mas sim em plena construção social,assim como todos os seres humanos.
Evidente que a minha experiência enquanto membro de uma família, pobre que ao longo do tempo conviveu com a miséria, graças aos baixos salários pagos, graças aos períodos de desempregos, graças aos infortúnios como de doenças, e os preços dos remédios caros, graças a tudo isto. Vi também um pai que convivia com o vício da bebida, com o abandono de suas obrigações como cabeça do casal, e a entrega aos prazeres da carne,de outras tantas misérias, que cruza-se entre gritos,choros e despudoramento. E assim me vi, desolado, quase perdido e tendo obviamente que a quase todo o momento que repensar todas as atitudes enquanto ser criança, enquanto adolescentes e enquanto adultos, carregando uma carga de negatividade e de positividade para a minha vida particular. Evidente que essa não é a família ideal, mas a família real na qual posso trazer muitas críticas mas respeitar a todos que num espaço de encontro de amor, de romance, de dor, de compartilhamento, de ternura, de aventura, ou de equilíbrio e desequilíbrio construíram uma família, em que houve um homem , uma mulher, um casamentos ou não uma convivência e por fim filhos, que mais tarde foram pais, e assim segue a vida num constante.
Assim como eu posso enxergar a minha família e tecer as mais literais criticas. Outras famílias também são construídas, sobre mentiras e verdades expectativas e frustrações. E quantos filhos, choram querendo um outro tratamento dentro desta instituição que está perplexa numa sociedade sem respostas as frustrações e indagações, na quais muitas pessoas sofrem de depressões. Tenho certeza de que muitas famílias possuem jovens que se mutilam todos os dias, a adolescentes que se cortam, sem que pai, nem mãe perceba e há neste contexto suicídios que ninguém quer tratar ou falar.
As escolas recebem essas famílias, com todas as cargas de positividades mas também de negatividades. E hoje nas escolas temos os professores que recebem salários de fome, que também são cúmplice da miséria capitalista, que permitem seres morar nas ruas e serem muitas vezes atacados, por canalhas pessoas desprovidas de quaisquer sentimentos de fraternidade e solidariedade. Mas mesmo sendo vítima desta sociedade de mediocridade capitalista conseguem observar, a tristeza que há no olhar dos alunos, conseguem ver as loucuras que ronda cada educando. Consegue fazer um diagnóstico da realidade e sem entender vê o aluno com a dificuldade de aprender, de caminhar e preenche o anexo um ou anexo dois que somente a partir da escola aquele aluno vai ter a presença de um médico. Hoje a professores seguindo as vacinas dos estudantes enquanto as família continuam perplexas e mesmo assim esses profissionais tem o olhar da indiferença os governantes brasileiros em todos os níveis com rara exceção. A escola traz no seu conjunto de ações as mesmas dores que aparecem nas famílias e essa carência é humana, fruto do sistema. E assim como as famílias a escola também é forjada num campo como vítima. E não apenas forjada mas sim é vitimada.
Agora vem a ideia de que o comercio a industria devem pautar o que deva ser ensinado nas escolas. E esses empresários não quer o aluno que saiba todas as informações científicas e histórica, Não quer o aluno que emancipa-se por si só. Mas quer o aluno guiando como um animal um semovente, o seja um ser que move apenas para manter o sistema sem mudança, um escravo do sistema e quando não mais servir joga-se fora, elimina-se esquece na rua para morrer de fome e hoje já fala-se em pagamentos de um salário menor do o mínimo para quem já tem idade. Ou seja o Brasil está a caminho do caos do desrespeito com os mais velhos, esperando que neste conjunto a população possa sim começar a contar daqui alguns anos a taxa de suicídios, com reformas trabalhistas, com reformas previdenciárias. E pelo que sabemos os domingos e feriados já são considerados dias normais de trabalho e adeus descanso ou dia já ganho e remunerado dobrado. E quem está perdendo é o trabalhador.
E por fim falamos da Igreja. Uma grande decepção quando observamos uma série imensa de evangélicos pregando o assassinato de pessoas, de invasão de residências, de domicílios de outras dominações religiosas e principalmente de matrizes africanas e pregando o terrorismo. Se observar quotidianamente, veremos que essas instituições mostra-se que o poder de uma contra educação esta a serviço de um pensar até mesmo de poderes e partidos políticos da ordem democráticas, que nada tem de democráticos. E precisamos ter cuidado ao caminhar ao conversar e ouvir tantas informações carregadas de estupidez, como forma natural, e cristalizada.
Diante deste contexto sentimos que o país segue numa direção contrária, ao respeito a ética, e mantém a violência como vanguarda. Hoje já vi até o presidente dizer o trabalho infantil como algo que ninguém perde nada. Confesso que vejo certa decepção.
Muitos brasileiros seguem como gado caminhando para o corte, para o abate final. Outros no entanto conseguem ainda raciocinar, e tentam organizar uma resistência, discutem em grupos, outros procuram fazer meditações, outros falam em revoluções, outros tentam falar em local de fala ou posiciona-se com um olhar pós moderno. E nisto tudo vejo a lógica do desespero para toda a classe trabalhadora.
Principalmente naqueles militante que reivindica uma classe, que sabe que estamos num furacão do fim mundo em que a classe empresarial, burguesa determina o abate e lucra com cada instrumentos com cada ser humano que fica na exclusão. Pois quando não conseguem apoderar-se do lucro direto sobre esse trabalhador apodera-se do montante reservado dos impostos pagos por todos esses trabalhadores como no caso da escola. Ou seja faz-se uma privatização que o Estado não ganha nada apenas a elite, beneficia. E os manipuladores económicos estabelecem de forma cruel e pede para que todos sejam resilientes ou melhor e aprenda a sofrer com terror do desespero. E assim entendo o que realmente é o processo de prioridade educacional tanto dito pela direita que se veste no poder contra todos os trabalhadores.
Manoel Messias Pereira
professor, poeta e cronistas
Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
São José do Rio Preto-SP.Brasil

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