Cronica - A Escola do desejo e a escola que tenho - Manoel Messias Pereira



A escola do desejo e a escola que tenho

Para mim uma escola precisa ser um centro de produção de conhecimentos. Embora tenha também vemos a escola como um ponto de encontro de seres humanos, que traz seus anseios, seus problemas de frustrações politico económica, suas birras quotidianas. Porém o que ela deve e precisa ser, antes de mais nada um polo de conhecimentos. Em que há uma combinação entre professores, gestores, alunos e suas famílias plenamente representadas por seus responsáveis que este centro precisa ser democrático, precisa ter o compromisso científico, precisa pautar nas informações corretas segundo os aspectos científicos, precisa ser conteudísta, e visar pelo conhecimento emancipar o ser humano, na suas potencialidades, culturais, cientificas, social, critica e  educacional, capaz da possibilidade de compreensão  das significações sociológica de nosso tempo. Que as escolas promovam ainda a integração esporte, artes, que tenham possibilidade do aprendizado de musica, teatro, literatura, declamação, locução, informática, robótica, que todas as escolas sejam billíngs, que no Brasil tenham a possibilidade das línguas portuguesa, espanhola, alemã, italiana, latim, yorubá, bantu, tupi, caigang, terena pelo menos.E lembre-se que esse é um país da diversidade e a diversidade deve fazer parte do currículo.

Essa escola para cumprir os seus objetivos necessita sim de um planejamento, de curso médio e ao longo prazo, de ter instalações adequadas, de ter a ciência voltada para o processo do ensino e aprendizado, e o professor ganhando o suficiente para trabalhar no sentido de doar todas as suas potencialidades e preparar as aulas e o tempo disponíveis para o bom andamento do processo do ensino e aprendizagem.

O professor precisa ter sim toda a sua formação profissional, suas especializações, seu mestrado, seu doutorado e ter a possibilidade de dedicar-se ao ensino, com um salário compatível, para se viver bem, ter a possibilidade de trabalho mas também de estudos, de dedicação. E ser respeitado dentro da unidade escolar e fora dela. Pois se a unidade escolar precisa ser um centro de formatação do conhecimento para o bem estar de alunos e suas famílias, também precisa que a comunidade e a sociedade brasileira assim reconheça. Por isto não concordo com a atual jornada de trabalho que o estado ou a escola particular impõe a esses profissionais. E nem tão pouco com o salário de fome que se pagam na atualidade.

Aos usuários da escola cabe fiscalizar, entender o processo de aprendizado assim como os métodos de ensinos aplicados. Colaborar no sentido de fazer com que crianças e jovens possam entrar na escola, serem alfabetizados, que passem a entender os signos do processo. Que tenham uma atenção voltada para a saúde do aprendiz assim como do profissional do ensino.Que consiga acompanhar as tarefas dadas para a casa. Que os gestores promovam o processo de integração social que possa a haver ou existir dentro de todas as unidades escolares.Que aja respeito em todas as etapas do conhecimento. A escola é como um laboratório de aprendizado e a primazia de conhecer o que disponibiliza os valores científicos.

Outro ponto é a escola laica, humanística, conteudista, voltada para o conhecimento, e todas as suas teorias, precisa ainda ser compartilhada, colaboracionista, e instrumentalizada num pleno respeito entre os seres humanos compatíveis com um esmero em educação.

Pois dentro deste contexto de escola que defendo há toda a frustração de uma escola que se apresenta caindo aos pedaços e agora falam numa possível privatização da desgraça. Sendo que o aluno não mais deve ser a prioridade para a plena emancipação cultural e humanistica, para seguir neste milênio acompanhando as transformações. Mas sim  hoje querem a educação valorizando apenas o português e a matemática visando ter os seres humanos como  uma peça que pode ser trocada pela elite dirigente, a qualquer hora ou colocar esse ser na exclusão da vida e da sociedade em que ele habita, sendo o  que os atuais governantes desejam cumprir o que dizia Lao Tsé, um antigo filósofo que viveu o estado combatente algures no século V e IV aC e falava  "que instruir o povo é enfraquecer o governo". Porém essa é a lógico do poder que governa o Brasil e que discordo completamente.

Manoel Messias Pereira
professor de história aposentado
poeta e cronista
São José do Rio Preto-SP.








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