Joaquim Manuel Macedo, o romancista romântico
O dia 11de abril de 1852 marca o falecimento do escritor brasileiro, Joaquim Manuel Macedo. Um professor de história do Colégio D. Pedro II, que era formado em medicina, mas ficou famoso escrevendo e estreando como o primeiro grande romancista da primeira fase romântica da história literária do Brasil, ao escrever o romance "A Moreninha", que confesso que foi o primeiro romance lido por mim enquanto garoto de apenas 12 anos. Uma literatura introduzida no ensino escolar pelo então professor rio-pretense Silvério Polotto, que também era formado em direito.
Porém o que pouco comenta-se, foi como Joaquim Manuel Macedo morreu e qual a idade? Pois bem aos poucos ele foi tento problemas mentais e definhando-se falecendo aos 62 anos de idade. As primeiras informações sobre o autor aprendi na escola no primeiro ginasial o que corresponde hoje ao sexto ano do ensino fundamental. O que não podemos é tecer comparações sobre o ensino. Pois um aluno para chegar ao estagio do primeiro ginasial, quando estudávamos precisava ter passado pelo vestibulinho, e havia vagas a serem preenchidas nas escolas. Porém hoje temos alunos do 6 ano com a dificuldade de ler e escrever. Na época que estudei ele não ficaria na escola pois não acompanhava as matérias.
O professor geralmente dizia a cada aluno que ele deveria honrar o nome de um escritor brasileiro, e todos os dias um aluno iniciava a aula falando do seu escritor escolhido. Havia também uma lista de livro que os alunos deveriam ler, e escrever sobre e havia um dia que os alunos deveriam discorrer sobre a obra e seus autores. Entre os escritores recordo Joaquim Manuel Macedo, José de Alencar, José Mauro Vasconcelos, ou seja quase todos a primeira fase do romantismo brasileiro.
Assim além da história também conheciam a vida pública do escritor além dos detalhes da vida política. E na época que estudei estávamos em plena ditadura civil e militar, era 1969 e estudava na Escola Estadual Cenobelino de Barros Serra, na Avenida da Saudade. Onde na época passava os cortejos das pessoas que iriam serem enterradas no Cemitério da Ressurreição, na vila Ercília.
E assim ficamos sabendo que Joaquim Manuel Macedo era o escritor brasileiro nascido em 24 de junho de 1820, no dia de São João, na cidade de Itaboraí-RJ, a mesma cidade que ele faleceu em 11 de abril de 1882. E considerado o fundador do romance no Brasil, a o romance a Moreninha. Uma obra em que foca nos hábitos da burguesia carioca. Foi membro da Academia Brasileira de Letras -ABL, além de ter atuado como jornalista, médico, professor.Outro romance do autor que ficou conhecido era Moço loiro.
Portanto temos a chamada Primeira geração dos românticos no Brasil marcado de 1836 a 1852, portanto era um autor que pertenciam que formalizavam suas obras no binêmio nacionalismo, indianismo. Os estudiosos em literatura afirmar que esses autores buscavam a identidade nacional. E isto me faz lembrar um seminário sobre questão racial em que professor Doutor em história Jayme Pinsky, dizia do conceito de nação. Ou seja não seriamos uma nação conforme a ideia de mesma cultura. Mas sim um pais de diversidades.
Macedo começou a escrever em folhetins publicados em capítulos nos jornais. No início publicava traduções dos folhetins franceses. E em 1844 é que se definu a nossa verdadeira prosa de ficção com o romance a Moreninha. Uma obra que centra nos saraus da época, no namoro de estudantes, de mucambas mexeriqueiras, comerciantes e funcionários públicos, sempre em volta com a questão do amor. desta época destacou-se outros autores como Gonçalves Dias, Gonçalves Magalhães, José de Alencar, Teixera de Souza. Esses são os mais conhecidos.
O que sabemos é que a fase romântica teve outros momentos como a ultra-romântica de 1853 a 1869 denominada o mal do século que abordava temo as como morte, dor e amor não correspondido, enfim dor de cotovelo. E a terceira fase dos românticos foi do defensores da importância da liberdade que vai de 1870 a 1880. É interessante observar que neste momento é sim o período em que ocorre no mundo o neo-colonialismo e o imperialismo em que países ricos desenvolvidos industrialmente, desejam mão de obra barata, matéria- primas e um mercado consumidor em todo o planeta e vai encontrar uma população na Ásia e na África que vai ficar a mercer destes países e destas corporações industriais, e usam para esse domínio, igrejas, materiais bélicos e ate a ciência. Estabelecendo no mundo seres que dominam pela força e seres dominados e dependentes, e nestes territórios dominados sempre há aqueles seres patrocinados pelos países ricos e desenvolvidos. E digo que nesta fase romântica acaba-se o romantismo. E o que temos com certeza é o realismo.
Macedo era do Partido liberal e foi por muito tempo deputado de província e deputado geral, o que corresponde hoje a deputado estadual e deputado federal, além de ter sido Membro do Conselho Diretor de Instrução Pública, fundador e orador oficial do Instituto Histórico e geográfico Brasileiro.
A importância de falar um pouco desta fase da nossa história literária é sempre um bom momento para refletir sobre os parâmetros da nossa formação politico social, e aprender a observar o mexericar das elites e ter como postura a nossa verdade nascidas das rodas populares, na transformação das ações a partir das nossas necessidades e das condições únicas a que estamos submetidos, mas que precisamos urgentemente transformar,para o bem e a felicidade de todos. Em relação ao pensar na vida social e politica além da nossa existência sempre.
Manoel Messias Pereira
professor de historia, e escritor brasileiro

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