Cem anos sem Rosa de Luxemburgo e Karl Liebknecht
Esse ano completará cem anos das mortes de Rosa de Luxemburgo e Karl Leibknecht, dois grandes revolucionários internacionalistas que merece hoje a nossa mais leal reflexão.
E o contexto em que esses dois nomes surge para nós estudantes é exatamente quando deparamos com a história do movimento da organização politica das chamadas internacionais. Ou seja na II Internacional que se reuniu em 1891, vale ressaltar que a I Internacional ocorreu entre 1864 a 1876, período em que se confrontaram Mikhail Backhunin e Karl Marx e que os anarquistas foram expulsos da I Internacional por discordar dos socialistas científico exatamente na questão da organização do Estado socialistas. E que para os anarquistas devíamos sair do capitalismo e entrar direto no capitalismo.
Agora na II Internacional, ocorre após o Conselho da I Internacional ter sido transferido de Paris para New York na qual foi decidido pelo seu fechamento em 1876. Nesta II Internacional valer recordar-mos que os seguidores de Karl Marx como Augusto Bebel, Karl Liebknecht e provavelmente Rosa de Luxemburgo reunidos no Congresso de Gotha deram origem à Social Democracia, negando determinados pontos básicos do pensamento de Karl Marx e dele recebendo duras críticas. Mas o Partido Social Democrata mesmo com todas as resistências inclusive do governo alemão, cresceu transformou-se no maior partido político do país.
E uma nova situação passou a refletir no seio movimento, pois na social democracia três grupos distintos passaram a existir. O que passaremos a chamar de a) grupo de revisionistas, dirigido por Ernest Bernestein, pois eram pessoas que discordavam da maior parte das ideias marxistas. E para nós hoje esse é o grupo que a Folha de São Paulo chamava de Socialistas cor de rosa. E que segue nestes capitalistas chamados de social democratas como os brasileiros José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Bill Clinton, Barack Obama ou seja pessoas que aproxima-se muito mais do pensar liberal ou seja do neo-liberalismo, do que das necessidades dos trabalhadores. Outra grupo b) São os moderados liderados por Karl kaustsky, que discordava essencialmente dos revisionistas e defendiam Karl marx e Friedrich Engels. Portanto defendiam os pontos do socialismo científico, porém não defendiam a ideia da revolução. E por fim o chamado Grupo radicla ou marxistas revolucionários, que foi liderado por Lênin, por Rosa de Luxemburgo, que advogava uma renovaçõ dentro do próprio marxismo, mas de caráter revolucionário.
E com isto temos a tal Social Democracia, surgindo no seio do movimento socialista internacional. E com isto tornando um problema que até eu passei a perguntar a um professor sobre esse revisionismo que pelo visto é de cujo totalmente anti-marxista. E cuja as ideias de Bernestein diziam que "a luta de classe é um fenómeno em vias de desaparecimento ou, pelo menos de atenuação., pondo em causa os mecanismos económico da sociedade capitalista. E propõe repensar as teorias marxistas da mais valia, da concentração de capitais, a lei da acumulação que implica na polarização das riquezas. Insiste na capacidade de adaptação, a extraordinária maleabilidade da sociedade capitalista. E em consequência disto Bernestein preconiza um socialismo cujo o ponto chave é a relação pacífica entre nações e classes, um socialismo baseado na convicção de que o capitalismo em que o capitalismo deva evoluir progressivamente e pacificamente para o socialismo.
Se compararmos essas ideias Bernestein com a de Karl Marx, pode se notar claramente o que significa esse revisionismo. E contra ele levantaram-se os setores mais moderados (centro) e radicais (esquerda) da Social Democracia alemã . Os moderados representados por karl Kautsky, argumentavam que Bernestein ignorava que as mudanças verificadas eram apenas mudanças conjunturis e, em breve, a luta de classes se agudiziaria, ou seja tornaria mais intenso mais violento.
Em relação a ala mais radical ou a ala da esquerda do Partido tinhamos a frente Rosa de Luxemburgo de origem polonesa que eram contrários ás posições reformistas, mas acreditavam que eram necessários renovar o marxismo. Destas divergências ocorreram rupturas e uma das mais notáveis foi a criação da Liga Espartaquista, por Rosa de Luxemburgo e Karl Liebknecht, que deram origem ao partido comunista alemão. Caracterizando um rompimento decisivo com a social Democracia. E na Rússia essas divergências vai explodir em 1903, com a divisão do Pardido da social democracia em dois blocos antagônicos: Mencheviques e os Bolcheviques.
Rosa de Luxemburgo que tanto havia combatido Bernestein não achou necessário exigir a sua expulsão do partido Social Democrata. e somente Lênin lutava contra o bernesteinismo e contra o millerandismo E sua luta era contra o oportunismo da burguesia e contra o oportunismo internacionalista. E nesta época Lênin via esses oportunista a flertar com o imperialismo. E apelou sempre para a defesa do solo pátrio nas guerras justas, na luta dos povos pela independência de sue país natal, na luta dos povos oprimidos contra as potencias imperialista e no triunfo dos proletariados ou trabalhadores contra os burgueses.Por isto atacou , os que condenavam as guerras todas sem discriminações. E juntos Rosa de Luxemburgo e Lênin propuseram a emenda a resolução apresentado por August Bebel, que constava ue em caso de guerra imperialista "os socialistas são obrigados a empenhar todos os esforços para fazê-la cessar quanto antes a crise e aproveitar essas crises para despertar a consciência das massas populares e precipitar a derrubada da dominação dos capitalistas.
A biografia de Rosa de Luxemburgo vai lembra-la como uma judia de família abastarda nascida em 1871 no dia 5 de março, seus pai era um comerciante numa época em que a Polônia foi dominada pela Rússia e sua militância começa ainda no movimento estudantil.E após 19 anos foi obrigada a deixar a Polônia por sua participação na Greve geral, se refugiu em Zurique, ingressou na Universidade de Ciências aplicadas, estudou direito e Economia Política. E em 1894 juntamente com o companheiro Leo Jogiches fundou o Partido Social Democrata da Polonia (SDKP).Em 1897 defendeu a sua tese de doutorado intitulado "O Desenvolvimento Industrial da Polônia". e em 1898 foi para a Alemanha e militou no Partido Social demcrata da Alemanha com todas as suas diferenças. Casou com Gustavo Lubeck, para obter a cidadania alemã. E publicou diversos livros entre os quais Reforma Social e a revolução.Em 1902 divorcio de Lubeck. Em 1905 vai a Varsóvia na tentativa revolucionaria da Rússia e acaba sendo presa. Ao retornar a Alemanha defende greve das massas como instrumento de luta do proletariado.
Lênin exortava os operários a responder à guerra imperialista com a revolução e a derrubado do poder burguês e este é o único meio de livrar-se da guerra e obter uma paz justa. Sob a direção de Rosa de Luxemburgo e Karl Liebcknecht os esquerdistas publicaram uma revista intitulada "internacional" e mais tarde Espartacos. Entretanto os esquerdistas alemães não eram revolucionários consequentes. Por um longo tempo resistíram a romper com os sociais chauvinistas e centristas. Vacilaram em adotar a palavra de ordem bolchevique da transformação da guerra imperialista em guerra civil. E mesmo com erros a participação deles foram positivas. Rosa e Liebcknecht foram encarcerados pelo governo alemão. O que Lênin, Engels e Marx nos ensinaram a distinguir a guerra justas das guerras injusta.
Após a primeira guerra, os soldados sociais democratas engajados pelo governo alemão, que foram responsável por essa guerra e que segundo o Tratado de Versalhes tinham que passara a indenizar a todos, vão sim assassinar Rosa de Luxemburgo e Karl Liebcknecth e jogar seus corpos aos pedaços num rio. E no dia 15 de janeiro de 1919 portanto a cem anos e repetidamente todos os anos milhares de pessoas visitam o memorial dos socialistas no Cemitério de Fuedrischisfelde onde os corpos estão enterrados. O oficial responsável pela morte deles, conhecido como tenente Vogel, foi absorvido e nisto resta-nos a lembrança da frase de Rosa "Liberdade é sempre também a liberdade do que discorda de nós".
Manoel Messias Pereira
professor, cronista e poeta
Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
São José do Rio Preto -SP.Brasil

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