Caminhos e atalhos para o Amor
A partir do momento que somos seres pensantes, somos seres filosóficos. Passei à acreditar num conceito conseguido nos momentos em que eu era aluno do curso de Estudos Sociais na antiga Faculdade Riopretense de Filosofia , Ciência e Letras, atualmente Unorp. Assim os meus pensamentos trilharam e ainda perdem-se em caminhos e estes tem vertentes ideológicas. E em relação a ideologia que visto e acredito, sinto-me com uma visão popular, sinto-me um marxista.
E vejo que essa sociedade capitalista, que faz-de de cada um de nós personagens em lutas de classe. E há aqueles que tem o capital, que detém os meios de produção, que conseguem uma formulação ideológica na qual há uma super-estrutura sócio-política e económica, e que utilizam do expediente da exploração de um ser humano sobre outro ser humano. Assim como de um Estado sobre outro Estado, porém com uma natureza naturalizada, cristalizada.
O processo de cristalização de naturalização, permite ter uma sociedade em que há seres humanos, que não questiona nada, que não conseguem enxergar as contradições, enquanto que persiste uma crise quase permanente enquanto que o capitalismo se reinventa, ele estrutura um fosso social gigantesco entre quem detém o capital e aquele que vive apenas da força de seu trabalho.
Ensaio todos os dias uma reflexão literária, sobre o nascer do sol, sobre o viver , sobre o trabalho quotidiano, sobre o vestir, o comer. e sobre o olhar o cair da tarde. São vários momentos e inúmeros verbos e ações que permite ser uma constante fonte de inspiração poética.
E nisto há imagens, há sons, que nasce das conversas, enquanto há seres humanos que tomam cervejas, ou ás vezes bebidas espumantes, ás vezes falando de canções de amor, as vezes falando de sonhos. As vezes sorrindo numa nota só, ou no silêncio dos olhares por instantes na beleza dissonantes dos sorrisos ou seguindo o toque do dedos num violão.
E nesta luta de classe e nestes momentos observo os burgueses estabelecerem que as mulheres sejam apenas instrumentos de uma produção. Quando que nós os trabalhadores, frutos das proles das classes populares, sejam do campo ou dos setores urbanos devemos entender que as mulheres de sim serem seres de libertação. E nosso papel de classe é protege-las na tarefa do desenvolvimento social e respeitoso.
Hoje podemos refletir um olhar sobre o fazer literário e, talvez fosse o voar sobre as expressões de nossa existências. E um passeio no passado talvez seja observando o marxista Antonio Gramsci, numa reconstrução de uma imagem, numa idade romântica burguesa em que ele escreve com leite em papel de seda, para fazer o olhar apaixonado de sua Julia ou da sua irmã, que puderam entender, todas as palavras num silencio de ternura, num panorama de amor. E que talvez não tenha concretizado diante do sarcasmo fascista, Mussolini que viu aos quarenta e seis sua saúde de Gramsci abalar-se, perder-se, e o marxista veio falecer na sua liberdade na sua liberdade condicional. Um traçado de morte numa perpetuação histórica de dor e tristeza.
E hoje um passeio no presente é preciso observar as palavras, que não nascem dum nada mas de um imenso sentimento numa imagem que retrata um corte na carne, nas profundas da existência. De uma pitada de pimenta malagueta nesta ferida. Se ri, pode ser apenas fruto da expressão, se gritar de dor, pode ser a autenticidade de nossa nossas existências e que reflete simplesmente em verdades.
Assim podemos sempre afirmar, somos seres pensantes, somos seres filosóficos em busca do encontro de uma filosofia a do Amor eterno. E quantas vezes perdemos por caminhos, mas encontramo-nos por atalhos que só o destino poderia explicar. Como diria Vinícius de Morais, sobre o do amor eterno, porem enquanto durar. Amamos e nos entregamos, do por do sol até a imensidão da noite e seguimos até o rair do dia, amamos. Pura e simplesmente amamos.
Manoel Messias Pereira
professor, cronista, poeta
Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB
São José do Rio Preto-SP. Brasil.

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