A Eleição de 2018 e a serenidade do Voto no Segundo turno
O Período eleitoral de 2018, no Brasil é sombrio, é de um grau de violência nunca antes visto num processo eleitoral. Os dois candidatos que foram para o segundo turno foi Fernando Haddad do (PT) que segundo a pesquisa do data Folha tem 42% dos votos hoje e Jair Bolsonaro do PSL, com58% dos votos. E esse resultado que pode mudar no decorrer da campanha e dos debates presidenciais. E a Agência Brasil de notícia destacou recentemente que o resultado desta eleição foi noticia no mundo todo. E é importante ter um reflexo destas notícias.
O The Washington Post disse "A campanha de Haddade e Bolsonaro dividiu a maior nação da América Latina, ao longo de linhas raciais, de gênero. E que o candidato brasileiro é comparado ao presidente norte americano. O The New York Times, destacou que o candidato de extrema direita, que falou com carinho da antiga ditadura militar no Brasil e teceu comentários ofensivos sobre mulheres, negros , gays, chegou perto de uma vitória presidencial no primeiro turno. O Jornal "La Jornada do México destaca a distancia confortável de Jair Bolsonaro e crê que a esquerda terás dificuldade em reverter. Já na Europa o Diário de Notícias afirma que o Brasil está partido ao meio. O Le Mond da França, disseque maior parte dos votos obtidos pelo candidato Jair Bolsonáro é nostalgia da ditadura militar, as vzes rude, racista ou homofóbico. E na Espanha o El País destaca que uma onda conservadora tomou conta do país. E ainda aponta que em Salvador Bahia tivemos a morte de Ronaldo Rosário da Costa o conhecido capoeirista Moa do Katendê. A sua morte está ligado a crítica que o assassino Paulo Sergio Santana fazia ao dono do bar que declarou o voto em Fernando Haddad, sendo que Moa entrou na conversa e defendeu o dono do bar. Paulo Sergio saiu e voltou e atacou o capoeirista pelas costa desferindo doze facadas.
Essa ação intempestiva mostra que a campanha eleitoral no Brasil tens graus elevados de ódio encrustados e isto não é em referente aos protagonistas da discussão que no caso em Salvador são dois negros e pobres, mas sim a ideologia fascistas na qual Paulo Sérgio se vestiu. E esse estágio de violência são frutos das palavras plantadas ao longo da vida do candidato do PSL. Pois ainda assim não creio que o partido tenha um viés politico de extrema direita posto na sua ideologia e inclusive nunca vi ninguém falar da filosofia deste núcleo politico. Porém a ação de extrema direita está bem exposta. E o próprio Jair Bolsonaro em 6 de setembro do corrente ano foi vítima de uma facada dada por Adélio Bispo de Oliveira, um lobo solitário que envolvido emocionalmente na campanha pega uma faca segue o candidato durante a campanha e enfia-a na barriga do mesmo.
Vários outros fatos de agressões ocorreram durante essa campanha, e os agressores geralmente são pessoas do grupo que segue o candidato Jair Bolsonaro. Em Curitiba um estudante que usava um boné do MST-Movimento dos Sem Terra, teve que apanhar de dez homens que lhe quebrou uma garrafa na cabeça e ainda atacaram a casa dos estudantes da Universidade federal do Paraná. Outro fato de agressão foi com a família da vereadora assassinada Mariele Franco-PSOL, e quem reclamou foi a sua irmã, que nada tem haver com a campanha. Na BBC News numa reportagem de Ingrid Fagundes e Matheus Magenta, a o caso de uma jovem que teve a agressão de quatro jovens que de canivete tuaram em sua pele a suástica, além de desferir socos porque ela usava uma camiseta com "elenão", slogan da campanha das mulheres contra Jair Bolsonaro, diga-se de passagem uma campanha pacifista, contra as agressões que o candidato passou a desferir contra elas no contexto da sua atuação política. Fato ocorrido em Porto Alegre-RS e que teve registro de BO na 1.delegacia de Porto Alegre. Porém o delegado responsável disse que o símbolo não era nazista e sim budista de paz e harmonia. E ainda o delegado critica a imprensa dizendo que os jornalistas forçam a barra.
Vários jornalistas no Brasil são intimidados por adeptos a Jair Bolsonaro. E já são 64 denuncias com 62 agressões físicas. Miriam Leitão da rede Globo foi alvo de um destes ataques virtualmente. E o candidato disse na TV que não tem poder sobre o que se faz em seu nome. Embora ele vende a ideia da segurança pública. Vender a ideia e não entregar é triste.
Há inúmeros outros relatos de pessoas e da minoria LGBTT, que foram agredidas nestes dias no Brasil estes fatos faz-nos recordar a escalada fascista de Benito Mussolini, na Itália que era um jornalista e que criou os "Fasci di combattimento e os Squadri respectivamente grupo de combate e esquadrões com o objectivo de combater pelo terror, espancamento e, se necessário a eliminação física, os adversários políticos em especial, os comunistas. Eles agiam livremente e eram responsáveis por atentados a jornalista e jornais, pessoas de esquerda, sedes de sindicatos, líderes comunitários, lideres comunistas. Mussolini e os camisas negras ganharam simpatia do grande capital, dos meios militares, dos conservadores, dos nacionalistas, de amplos setores da Igreja, dos grandes proprietários e da classe média. E em outubro de 1922 houve a Marcha sobre Roma que fascinou encantou Adolfo Hitler. O Parlamento foi suprimido e substituído por uma câmara fascista em 1939, completamente domesticada.
Quanto ao símbolo Nazista da suástica ela é retirada da cultura budista mesmo. e reutilizada nas tropas de assalto da Alemanha Nazista semelhante ao fasci e squadri italiano. E tudo parece ser muito semelhante ao que assistimos na corrida presidencial do Brasil. Assim como o uso da letras grega, há no fascismo e no nazismo a ideia de erudição do movimento. Portanto quando o delegado faz a sua crítica provavelmente há um envolvimento ideológico ou emocional da autoridade policial, portanto ela não apresenta-se neutra.
Creio que a esquerda devem traçar planos, reuniões, pensar numa pacificação do País, pela democracia, pelo Amor, na busca da esperança, do respeito coletivo. e num programa politico e econômico que possibilite o rumo natural das coisas para enfrentar a crise capitalista, que trouxe um desarranjo como fator preocupante as famílias brasileiras, em relação ao desemprego, a má versação do dinheiro público, a falta de infra-estrutura adequada nos serviços oferecidos a população. Pois a direita sabemos pelo andar do quotidiano de agressões para que serve.Portanto as eleições de 28 de outubro precisamos de serenidade e reflexão para votar. E cuidados e cautela e como canja de galinha não faz mal a ninguém.
Manoel Messias Pereira
professor de história, poeta e cronista
Membro da Academia de Letras do Brasil -ALB
São José do Rio Preto-SP. Brasil

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